Escrevendo on the beach

Escrevendo... Lançando na tela o que em mim lateja. E a cada amanhecer me dá um soco.

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Nome: Mahína
Local: Brazil

Adoro poesia. Procuro o fato. Persigo a essência das pessoas. E não gosto de silêncio: ele me distrai.

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22.2.06

... às vezes a realidade nos serve idéias bem mais fictícias que a própria imaginação.

"A realidade não é bem essa, mas quem quer realidade quando as cortinas do espetáculo estão para ser abertas?"

"Justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta"

MASSACRE DO CARANDIRU: CADÊ O RESPONSÁVEL?


Depois de anos do assassinato de 111 presos, o comandante da operação ganha ainda mais tempo para desfrutar da liberdade.





- Passados mais de 13 anos do massacre do Carandiru, o coronel Ubiratan Guimarães continua no banco dos réus, lugar confortável, diga-se, para quem comandou a operação.
- E o coronel Ubiratan, que era militar e não político, tornou-se celebridade, a ponto de se eleger deputado estadual por São Paulo. Na propaganda eleitoral, adotou o número 111.

Fonte: Carta Capital, fevereiro de 2006

17.2.06

Espetáculo


Sem- título, Heloíza Curzio


Eibar e Marú

"De propósito, nao vou descrever o que vi: cada pessoa tem que descobrir sozinha". Clarice Lispector

3.2.06

Qualquer coincidência não é mera semelhança



Dá pra discutir desde o quanto nada se cria e tudo se copia até a tentativa da indústria cinematográfica de abordar o tema da homossexualidade de forma a compará-la a uma relação heterossexual.
Vamos fazer dos comentários uma sala de bate-papo..eheheh...

2.2.06

Sobre o tempo

Hoje choveu muito aqui em Juiz de Fora. Muito mesmo. Chegou a me acordar. A mim, que tenho sono de pedra. Muito bem: a chuva acordou até pedra. Bom, isso só no meu caso. Porque em outros, ela derrubou pedra. Pedra que rola e desfaz casas, abrigos de pessoas. Pessoas que moram em abrigos que, atingidos por pedras, ficam desabrigadas. E chove não mais em cima do abrigo, mas na cabeça dessas pessoas. Gotas que não pingam, mas caem, como pedras. E não molham, mas doem, como pedras caindo na cabeça. Apedrejam quem não tem nem mais uma casa de pedra pra se abrigar...






Fala-se muito sobre o tempo. "Tá calor né?", "Nossa, será que vai chover?". No elevador então esse tipo de conversa é quase um passe para nele entrar... Devia-se fazer um estudo do porquê de se discutir tanto sobre o tempo dentro de elevadores. Será porque em nenhuma outra situação as pessoas se sintam presas e em movimento ascendente, sentindo aí que estão a caminho do céu, de onde -dizem - o tempo vem? Digo do tempo meteorológico, daquele que vem das nuvens, do sol, enfim, de tudo o que está lá em cima. E aí se o elevador escapar de sua trajetoria original saberíamos porque São Pedro faz chover água em pingos sobre a casa de alguns e pedra sobre a cabeça de outros.